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sábado, 8 de janeiro de 2011
outras (tristes) figuras políticas
Relembrando algumas figuras cujos feitos insólitos e formas de estar denegriram a nobre arte da Política, recordo a húngara Elena Anna Staller, mais conhecida por Cicciolina.
Apesar de ter nascido em Budapeste, Cicciolina conseguiu a naturalização italiana depois de casar com Ricardo Schichci, realizador porno italiano, nos anos 70. Em 1979, integra as listas de um Movimento Ambientalista em Itália e, já nos anos 80, entra para o Partido Radical Italiano que assumia a sua discórdia em relação à política armamentista e nuclear da NATO que, na altura, dominava em Itália.
Em 1987, é eleita deputada ao Parlamento em Itália e célebres são as suas intervenções construtivas em sede de plenário onde exibia as partes mais intímas do seu corpo. Em 1989, estreia o seu primeiro filme, e foi também nesses idos de 80 que a deputada italiana visita Portugal, não em missão diplomática ou oficial, mas sim para se exibir num show sui generis no Coliseu dos Recreios em que, para além de outras artes, deliciava a assistência rebarbada com momentos intímos com répteis (cobras e lagartos). E viva o 25 de Abril!
Hoje, com quase 60 anos, continua a posar para capas das revistas da especialidade (não, não falamos da Times ou da Newsweek...).
segunda-feira, 17 de maio de 2010
a semana passada
A semana passada. Foi uma semana bem portuguesa por sinal. Após o Futebol, Fátima dominou as atenções. Segue-se o triste Fado lusitano de termos de pagar pela eterna crise económica que nos sufoca desde tempos que já nem a memória esconde.Perdoem-me os leitores mais afectos a estas coisas da religião mas não resisti colocar esta imagem aqui.
Para quem não sabe, os Autos-de-Fé eram cerimónias de carácter religioso que visavam transmitir à populaça as virtudes inquestionáveis do Dogma Católico, através de autênticas execuções públicas em que pessoas condenadas pela Inquisição eram relaxadas ao braço secular para arderem em fogueiras, após o Sagrado Questionário do Santo Ofício. A Igreja limpava assim as mãos ao entregar os condenados ao poder temporal para serem purgados pela sagrada chama.
O local da missa de Bento XVI não poderia ser mais indicado. Apesar de ter lido que estas representações são falsas (pois as execuções da Inquisição seriam feitas onde se situa hoje o Parque das Nações) e que no Terreiro do Paço passava apenas o cortejo religioso com os condenados cobertos com o sambenito, para a posteridade o Terreiro do Paço estará ligado a esta manifestações religiosas do Catolicismo.
Por outro lado, a actual Praça do Comércio representa a racionalidade e a visão de um homem cujos fins justificariam os meios: a convergência de toda uma malha urbana numa praça simbólica do poder centralizado do Marquês de Pombal, dado pelo Rei D.José, cuja representação equestre alude. Por baixo do cavalo de D.José os Távoras e os Jesuítas esmagados pela força do Monarca: contra tradicionalismos e misticismos, a reconstrução de Lisboa assumia a chegada do pensamento iluminista e esclarecido de matriz europeia.
Foi engraçado ver esta cerimónia. Neste local tão paradigmático e tão simbólico.
terça-feira, 8 de setembro de 2009
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
a conchichina existe?
Este é o cartaz que tanta polémica levanta. O Movimento Mérito e Sociedade (MMS) refere a lendária terra distante do imaginário português como destino para todos aqueles que estão ali representados.Na edição de hoje do Público On Line, falava-se da eventualidade do dito partido se ver obrigado a substituir Conchichina por Conchinchina, devido a um possível erro de Português.
Embora parecendo a mesma coisa, são na verdade duas terras diferentes: a Conchinchina é uma longínqua região no Vietname Setentrional (com a qual muito os portugueses contactaram durante o século XVI) e a Conchichina é uma terra imaginária, que não existe geograficamente. Poderá ser apenas uma forma mais simpática e divertida de desejar que alguém desapareça do mapa...para bem longe e sem deixar contacto...
E é esse o intuito do MMS.
Com todo o respeito pela população desta região asiática (com a qual se poderá estabelecer confusão), penso que este hipotético fluxo migratório revelaria, para com os pobres cidadãos da tal terra, um desrespeito por parte do povo português, ao enviarem esta mão-de-obra...
A retaliação poderia mesmo implicar uma reedição da Guerra do Vietname...mas agora com os tugas...
Como se pode ver, a Conchinchina afinal existe (que o digam os americanos que lá tanto tempo estiveram...)
quinta-feira, 30 de julho de 2009
segunda-feira, 22 de junho de 2009
da educação?
Ouvi há dias...
Toda a gente se preocupa em deixar um planeta melhor para os nossos filhos...E quando é que toda a gente se preocupará em deixar melhores filhos para o nosso planeta?
E esta? Hein?
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sábado, 16 de maio de 2009
em que é que ficamos então?

Não menosprezo a sua imponência e grandeza. Não ignoro a vista que possibilita.
Porém, em que é que ficamos?
Não queremos museus ao Estado Novo e pretendemos apagar da memória das novas gerações os resquícios desse antigo regime, afirmando que tudo o que havia antes de 1974 era mau, cruel e despótico.
Mas por outro lado andamos aqui, passados 35 anos do fim da ditadura, a celebrar as obras de regime que, à luz da ignorância e cegueira de uma população diminuída por dogmas e credos, estipulava o sentido da nação portuguesa...
Agradecer a não entrada de Portugal na 2ª Guerra Mundial? Comemorar a reentrada de Portugal no Catolicismo, após a Concordata de 1940, que faria as pazes entre a Santa Sé e Portugal após o carácter herético da 1ª República?
À luz de um argumento teológico e místico, o regime de Salazar mobilizava e enquadrava as massas no culto à sua personalidade messiânica : Deus terá iluminado o nosso Presidente do Conselho para que este não entrasse na guerra!
Mas se analisarmos bem, Portugal até interferiu na guerra. Mas à socapa...
Ceder a base das Lajes aos Estados Unidos e negociar volfrâmio com os alemães, para estarmos bem com todos.
A cobertura que as televisões (principalmente a RTP) estão a fazer da comemoração do 50º aniversário do Cristo-Rei fazem-me pensar acerca da manutenção do princípio republicano que estabelece a separação entre o Estado e a Igreja.
Em que é que ficamos então?
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domingo, 10 de maio de 2009
escândalo
Em 1820, perante o espírito revolucionário e romântico que assolava a Europa, um pronunciamento militar (apoiado pela Maçonaria e Burguesia esclarecida) no Porto aproveitou a ausência do Marechal Beresford (militar inglês que assumia a Junta Governativa do Reino dada a transferência da Corte portuguesa para o Brasil aquando das invasões francesas no início do século XIX) no Brasil para decretar os intentos de fazer o então rei D.João VI retornar à pátria para assumir uma Constituição justa para o povo português.
Este importante episódio, marcado por alguns excessos e romantismos exacerbados, viria a culminar com a inauguração do período Constitucional na Monarquia Portuguesa, abalando de forma irreversível as estruturas absolutistas e tradicionalistas da sociedade portuguesa.
Talvez a sua maior figura foi um homem de Leis, juiz desembargador da Relação do Porto, de seu nome Manuel Fernandes Tomás.
Este homem viria a falecer em 1822, ano em que a Constituição foi promulgada e jurada por D.João VI, de causa talvez insólita.
Segundo este homem, um político não devia ganhar dinheiro pois a sua causa é pública, deve trabalhar para o povo e para o interesse desse mesmo povo, sem vencimentos.
Veio a descobrir-se que Tomás não comia há muito tempo. Morreu sem deixar nada, sem dinheiro e embrenhado em leis e decretos que viriam a dar corpo à legislação que motivaria a entrada portuguesa no regime liberal.
Talvez se tenha excedido, talvez tenha mostrado demasiado amor a uma causa nobre. Talvez o byronismo que, à época, se assumia como moda, tenha sido demasiado cruel com este senhor.
Mas face a notícias como esta... o que diria Fernandes Tomás?
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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
o homem da conspiração...

Hoje fui ajudar um colega meu (não muito vocacionado na área das novas tecnologias) a instalar a Internet no Magalhães que o seu filho recebeu, por apenas 50€, na escola.
Ao configurar todo o sistema, deparei-me com uma interessante curiosidade: ao aceder ao ambiente de trabalho do pequeno computador, reparei na imagem de fundo do mesmo ambiente de trabalho e concluí que: para além da menção presente ao projecto de regime "E-Escolinha no Portugal do Choque Tecnológico" , a sorridente menina (na imagem acima) levanta o braço direito em jeito de saudação, apresentando um lindo vestidinho com padrões em forma de flores de tons rosa! E isto para além da menção ao passado glorioso da Nação (Magalhães, em cada criança um descobridor).
Curioso, não?
quinta-feira, 10 de julho de 2008
este é dedicado ao meu amigo Gui...
No outro dia, estava com uns amigos meus a ter aquela nostálgica tertúlia "Quando eu era puto..." e lembrei-me deste grandioso manual escolar dos finais da década de 70, princípios de 80. Já ninguém se lembrava...
Gui, conforme o dito e prometido, aqui está ele:

Gui, conforme o dito e prometido, aqui está ele:

O PAPU!!!!!!!! eheheheh!!!!!!!! O Papu é esse menino que aparece aí e que tinha o amigo que era o Xoé!!!!!!!!!! Até me vieram as lágrimas aos olhos!!!
Lembras-te?
quinta-feira, 24 de abril de 2008
segunda-feira, 21 de abril de 2008
sexta-feira, 18 de abril de 2008
quinta-feira, 30 de agosto de 2007
2U SIMPSONS!!!!!
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