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quinta-feira, 29 de maio de 2008

rock in ricos


Fui há 4 anos a pensar que poderia ser a minha última oportunidade para ver o Peter Gabriel (o que me frustrou após ter conhecimento que, uns meses após, ele estaria novamente em Portugal num daqueles festivais de Verão).
Adorei o concerto a partir do momento em que me abstraí que estava naquele festival que mais parecia um supermercado de bandas e artistas, em rápida exposição para consumo!
Odeio festivais por isto mesmo: não curtimos as bandas pois estamos mais preocupados em fugir do vomitado de terceiros e evitar a estupidez de muitas criancinhas que, naquele dia,obtiveram dos pais ordem de soltura e um reforço na sua mesada para serem radicais rebeldes e, numa noite, enlouquecerem até à exaustão.
Já tenho ido a alguns e arrependo-me sempre! Pela desorganização, pelas intermináveis filas para obter qualquer coisa e, acima de tudo, pela desagradável situação de estar a aturar aqueles que vão lá para ver uma banda que não é bem aquela que o outro quer mas o outro fica chateado se não o deixarem ver a banda que toca a seguir à banda que a outra gostava de ver mas não consegue pois ela e ele estão completamente bêbedos!!!!!!!!!!!!
Gosto de curtir um concerto de uma banda, com gente que gosta dessa banda, num dia específico desse artista, em que há magia e ambiente para esse artista específico!!!
Relembro os Arcade Fire no passado ano no Festival SBSR: fui ver pois não havia outra hipótese!!! Reparei que as bandas ficam condicionadas pelo próprio espírito do festival, em que a malta quer é som a abrir, e, na minha opinião, limitam um pouco o espectáculo, em que eu gosto de ver e sentir dinâmicas (calmas e aceleradas), para satisfazer os acima descritos.
Mais...
Acho o Rock in Rio a maior hipocrisia. Por um mundo melhor? É o terceiro evento em Portugal e, pelos dados estatísticos, o mundo está cada vez pior.
Penso que os 2% de cada bilhete (para causas humanitárias) deveriam ser repensados!!!
Sou anti-Rock in Rio em Lisboa! Isto é a mesma coisa que ir a Freixo de Espada a Cinta para assistir ao carnaval da Bahia ou ir a Bragança para ver a Torre Eiffel!!!
ROCK IN RIO??? CLÃ MEDINA??? GLOBALIZAÇÃO E MAMA PARA OS CHICOS-ESPERTOS QUE SE APROVEITAM DO NOSSO NACIONAL PAROLISMO DE POVÃO QUE PAPA TUDO???
CRISE???? DIZ QUE AMANHÃ AQUILO JÁ ESTÁ ESGOTADO!!!! É LINDO!!!!! VIVA PORTUGAL!!!!

sexta-feira, 18 de abril de 2008

3D, ESCRAVIDÃO E O MONSTRO DA LAGOA AZUL!!!

Finalmente ganhei vergonha na cara e lá fui ver o tão badalado U23D.
Já muitas foram as opiniões: desde
"Epá, é lindo!! É melhor que qualquer dvd!!!", "Xiii, mete o Rattle & Hum" a um canto!!!", “parece mesmo que estás num concerto dos U2”, "Não é nada de especial!!!", "Gostei mas não me entusiasmou"...and so on...and so on...

E aproveitando uma bela tarde de
dolce fare niente, lá fui descobrir, pois então, este admirável mundo novo da tecnologia 3D!!
Desde revistas a telejornais, passando pelos matutinos, rádio e tv: todos exultaram com a excelência da tecnologia 3D como sendo algo vindo de
Degobah System !

Mas recordo-me, há muitos anos, de um filme que passou na RTP intitulado o Monstro da Lagoa Negra (título cinematográfico que me vem sempre à cabeça quando faço a recta do Linhó e depois lá me lembro que “Ahhh!É Lagoa Azul!!”) em que, na semana antecedente à sua exibição, o Jornal A Capital oferecia os óculos (com uma lente vermelha e outra azul) com os quais o filme teria mais esplendor se colocados durante a sua exibição. Lembro-me que a minha mãe não me deixou ver o filme pelas seguintes razões:

1º é de terror e uma criança não deve ficar acordada até tão tarde para ver um filme, ainda por cima logo daqueles que metem medo( o que é que deverá acontecer em pleno século XXI quando, por exemplo, vamos supor que o
Hostel passa em canal aberto e o jovem petiz não tem sono?) !!

"João, não fizeste os trabalhos de casa!!!"

“Já deu o Vitinho!!”


Muitos anos mais tarde... (até parece um filme) …dou por mim a ter o
primeiro encontro imediato com a realidade virtual no cinema! E logo um cinema só para mim (vazio!!!)

Em relação ao filme em si: é um excerto de um concerto dos
U2 em Buenos Aires durante a sua última digressão (a mesma que , em 2005, passou pelo Estádio de Alvalade).
Sem querer falar muito do meu estado de espírito actual em relação aos irlandeses, devo afirmar que os U2 já me motivaram mais.
Estranhamente, parece que, desde há algumas digressões para cá, cada concerto dos U2 obedece a padrões definidos e estandardizados. Tive a honra de ter assistido, em Agosto de 2005, aos concertos de Madrid e Lisboa. E, emoções à parte, os dois espectáculos giraram em torno do mesmo: um set list igual (descontando o facto de, em Lisboa, terem fechado com o emblemático
“40” e, em Madrid, com um “reprise” de Vertigo), Bono preso às suas convicções humanitárias e ao activismo constante, efeitos e pirotecnia a funcionar matematicamente!!!
É triste pois, tendo o imenso material de qualidade que têm, os U2, apesar de o factor humano estar sempre presente no palco (e isso transmite-se e recepciona-se para e pelo público em euforia), parecem-me
escravos do seu próprio espectáculo.
Tudo tem que estar de acordo com o espectáculo visual e conceptual. A música actua, dá-me a impressão, em jeito de
soundtrack de todo o impacto visual e ideológico que por ali passa.
Tendo eu assistido a outros concertos de outras bandas (os
Pearl Jam e os Cure, por exemplo) noto que a banda e o público são as estrelas da noite, tornando cada canção numa autêntica cerimónia…cada canção um momento único…sem grandes pirotecnias e tecnologias...
Parece-me que os
U2 perderam um pouco isso: têm um espectáculo montado rigorosamente e nada, ou pouco, pode fugir à rigidez de um guião.
O que eu quero afirmar é que a espontaneidade, que fez com que
Bono e Cª se tornassem naquilo que são, essa já não encontro mais!

Bem, mas apesar disto, os
U2 continuam a ser enormes e este filme realmente faz-nos ter uma ideia do ambiente fantástico que se gera num espectáculo seu: Bono é “O frontman” por excelência: pela sua comunicação, pela sua postura e por tornar visível o prazer com que sobe ao palco em cada noite.

A restante banda cumpre (como é hábito) a sua função e os U2 continuam a ser “a banda”, ou seja, uma família feliz que move milhões e milhões à sua volta!
OK! Confesso que sou piegas e emocionei-me em alguns momentos!

Em relação à
tecnologia 3D: penso que é fantástico o cinema alcançar uma nova dimensão como atinge neste U23D. Realmente, parece mesmo que entramos no ecrã…que vivemos o que se está ali a passar! Imagino um “Senhor dos Anéis” filmado com esta tecnologia!!!!
É o melhor que o filme tem…pelo menos, a maior novidade!!!
Mas, mesmo assim, Rattle & Hum (1988) continua a ser o filme/documentário mais interessante dos U2!
Para lerem mais comentários a
U23D, cliquem aqui. Pactuo com tudo o que se escreve…

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

FINALMENTE, parte 3!!!!!!!!!!


Comprei o bilhete para os Cure e vou vê-los em Março!!!! :))))))
Só tenho pena que os bilhetes já não tenham o look que há uns anos tinham...

sábado, 7 de julho de 2007

HOMENAGEM AOS CURE!!!

Há concertos que, ao olharmos para trás, nunca esqueceremos. Não por termos estado presentes mas sim pelo contrário: por não termos podido assistir.
O caso que tem mais a ver comigo, e pelo qual ainda hoje sinto profunda tristeza ter só na altura 13 anos, foi o concerto dos The Cure no Estádio de Alvalade em Junho de 1989.

Pois é, há 18 anos a banda do carismático Robert Smith visitava , pela primeira vez, Portugal.
Nessa altura, a sombria banda estava a atingir o auge da sua carreira, muito devido ao lançamento de um disco que eu considero como uma das grandes obras-primas da música pop contemporânea: "Disintegration". Este disco tocou tantas vezes no meu gira-discos que hoje já se encontra gasto mas guardo-o com muito carinho, apesar de, mais tarde, ter comprado a versão em CD (com duas faixas extras). "Disintegration" foi considerado, na altura do seu lançamento, como uma obra de arte que é obrigatório conhecer. Sombrio, denso, negro e introspectivo, o álbum dos The Cure, em 1989, fazia um flashback a "Pornography" de 1982. As letras de Robert Smith são de uma magnitude ímpar, pela sua arte de descrever paisagens do interior mais profundo da alma e os ambientes criados pelos instrumentos são de uma leveza e atmosfera ímpares. É sem dúvida um disco que me fez gostar de música e tornar-me (ainda hoje) um fã desta banda (apesar de já estarem a atravessar a fase decadente da carreira).
Fica aqui o mítico clip de Lullaby (não aconselhável a quem tem aracnofobia) e, talvez, a música que melhor descreve este disco (que deve ser ouvido como um todo mas, na minha opinião, a versão em LP é mais bem conseguida)... Quanto a mim, resta-me esperar pela invenção de uma máquina do tempo que me leve de volta a esse dia e a esse local... ;)


quarta-feira, 4 de julho de 2007

AFINAL DE CONTAS NÃO AGUENTEI...

Pois é, em adenda ao post abaixo publicado, venho desta forma dizer-vos que ontem passei o dia todo a "cortar os pulsos" por não ir ver os Arcade Fire!!!
Após pressões de amigos e namorada, lá me decidi (e em boa hora) a ir até ao festival debaixo da Ponte Vasco da Gama para assistir ao concerto dos canadianos.
Por isso, todo este discurso do anterior post deixa de fazer sentido...
E em boa hora me decidi: não pelo festival em si pois, nisso, a minha opinião continua a ser a mesma (e mais), ou seja mais agravada...

Mas temendo a banda não vir cá num futuro próximo, lá fui eu: desfile interminável de bandas em que a informação retida é zero (0); malta que vai para lá só e apenas para se divertir , comer e beber...etc...até que, à meia-noite e um quarto começam a soar os primeiros acordes de Black Mirror, do último disco Neon Bible.
Durante uma hora e um quarto, os Arcade Fire tentaram, escolhendo um set list mais festivaleiro (temas de ritmo mais acelerado), corresponder à expectativa criada em seu redor. E conseguiram-no.
A música sai dos poros destes canadianos com uma naturalidade como há muito não se via...firmeza, humildade e acima de tudo destaco uma certa ingenuidade no som tão característico destes 5...6...7...8 9 (!!!) elementos (homens e mulheres) em cima do palco...

Mas soube a pouco...queria mais, apesar de sair de lá convencido (ainda mais) que esta banda é diferente de todas as outras...mas eu cada vez mais odeio o festival de verão...Quero ver um espectáculo destes senhores num Coliseu, num Atlântico, num bar...sei lá...num bordel....whatever...
Só para eles em que possam tocar não só os temas que fazem saltar a malta mas também aqueles temas mais calmos, introspectivos que tanta magia souberam (e sabem criar)...VOLTEM RAPIDAMENTE!!!!

segunda-feira, 2 de julho de 2007

AMANHÃ,AMANHÃ... :(

Com muita pena minha não vou poder ir ver estes senhores.
Para além de não gostar de festivais de Verão (muito menos em Lisboa), o bilhete e tudo o resto (comida, bebida, etc) é caro.
Já no Kulturkampf prestei a minha homenagem a uma das bandas mais interessantes e talentosas dos últimos anos e, ao lerem o que foi escrito, ficarão de certeza surpreendidos por eu não ir assistir.
Mas é assim: outras prioridades e (ainda esta semana avanço mais detalhes) algumas mudanças que poderão ocorrer...
Quem for, que se divirta e aprecie pois eles deverão ser fantásticos...